Qual é o (seu) próximo passo?

Um dos grandes produtos de redes sociais no exterior é destacado como uma das principais tendências de 2010.

Uma forma de demonstrar o crescente interesse por informações de geolocalização é através do Google Insights e Google Trends. Nele você poderá perceber que as pesquisas de interesse de redes como Foursquare tem sido crescente e de aumento repentino, principalmente neste ano nos Estados Unidos e Canadá.

O Foursquare é uma das principais redes sociais baseadas em localização, pois desenvolveu um sistema de ranking como um jogo para incentivo aos “check-in”.

No Brasil, ainda que seja tímido o conhecimento, artigos relacionados ao Foursquare e Geolocalização têm crescido nos últimos meses. Alguns dados sobre o uso do Foursquare no Brasil pode ser visto no levantamento (não oficial) feito recentemente por Mauricio Marra do BuzzVolume .

Com a geolocalização é possível criação de indicações interativas sobre percursos urbanos, turísticos , restaurantes, casas noturnas, exposições, academias, cafés etc. e através dos logs de visita – você pode dizer onde está e localizar amigos.

Fazendo uma ponte, entre esse assunto e o post anterior, podemos dizer que no crescimento rápido dos serviços móveis, a geolocalização é mais uma das tecnologias que podem ser utilizadas em estratégias de marketing e comunicação, como: localização de pessoas, marketing de proximidade e personalização de conteúdos internet.

Algumas ações podem, por exemplo: gerar tráfego nas lojas, promover a venda de um produto específico, estimular o check in em determinados momentos do dia, captar novos clientes ou aumentar as visitas dos mesmos. Um incentivo aos usuários a sair da frente do computador e conhecer lugares novos – se transformando numa ferramenta poderosa para as empresas e negócios locais.

Isso porque, dentre todas as visões sobre essa tecnologia – positiva, negativa ou duvidosa – não se nega o potencial que a mesma tem em impulsionar esses negócios, em se tornarem conhecidos através de check-in de usuários, bem como na melhoria e opções de seus serviços ao cliente.

Ou seja, não só motiva as empresas a elaborarem formas de atingir o público que está próximo do estabelecimento, como também exige uma preocupação maior com o serviço que está sendo prestado, uma vez que as opções de escolha do consumidor para substitutos que possam atender a mesma necessidade naquele momento e região aumentam ou se tornam mais conhecidas. O cliente pode em tempo real dizer se aquele lugar é indicado ou não pra certo horário do dia, seja pelo atendimento, movimento ou qualidade – afastando ou atraindo novos clientes.

Além disso, uma outra possibilidade em uma outra oportunidade no mercado – vista também como tendência e que poderia se utilizar do marketing de proximidade- são as lojas itinerantes (sob rodas ou container). Essas que, ao permanecer por um breve período num local , podem também se utilizar desse artifício para absorver mais clientes.

O que você está fazendo, onde você está… não é exposição demais!?

O alto índice de participação do público brasileiro e seu crescimento em redes sociais, não só aumenta o potencial da geolocalização por aqui, como também nos traz questionamentos sobre privacidade e segurança no mal uso das informações pessoais com a utilização desses tipos de serviço de informações em tempo real como Twitter e as de localização. Estas que muitas vezes passam desapercebidas pelo internauta ao divulgar sua localização, ou ausência.

Um site que surgiu justamente para levantar essa reflexão das conseqüências das informações que divulgamos online é o PleaseRobMe. , que muitas vezes passam desapercebidas pelo internauta ao divulgar sua localização, ou ausência.

Não é preciso ir muito longe pra ver como as pessoas se expõem nessas redes. Um exemplo simples, é a experiência da privacidade de Rosana Herman há algum tempo atrás nos leva a esse tipo de questionamento, principalmente quanto a hábitos e tendências de consumo das pessoas. Fica então a reflexão de como aproveitar o melhor que as redes sociais têm, mas mantendo o mínimo de privacidade possível.

1 COMENTÁRIOS: Qual é o (seu) próximo passo?

  1. Pingback: Foursquare na sétima arte | Blog da Agência Softdesign

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