Embora a compra de e-books não seja algo tão comum para nós brasileiros este tem se mostrado como um bom nicho de mercado apontado entre as tendências do futuro da mídia.
Ainda que há algum tempo atrás, tenham ocorrido algumas tentativas de comercialização desse novo tipo de leitura no país, tanto a resistência do público, como o preço de leitores e acessibilidade a e-books barraram o crescimento desse mercado no Brasil.
Enquanto o mercado de livros digitais está em alta no exterior, aqui no Brasil o antigo cenário se altera e começa a despontar com o surgimento de uma variedade leitores digitais a preços acessíveis, facilitando a massificação do consumo desse tipo de conteúdo.

As obras literárias começam a se digitalizar e os e-books surgem para mudar costumes dos antigos leitores. Agora, ao invés de folhear um livro interessante numa sala de espera, por exemplo, você pode levar consigo diversos títulos em um aparelho portátil ou ainda presentar seus amigos com e-books por meio de um “gift-card”.
Como se trata de um negócio recente, o acervo ainda é pequeno e as políticas de preço e de direitos autorais estão passando por mudanças, mas essa realidade está mudando. Surgem as primeiras promoções de e-books no país em sites de livrarias como Saraiva e sites como Ponto Frio já possuem uma área no seu site para e-books e venda de livros em outros formatos.
A popularização dos e-books, pela leitura ainda mais acessível, com a facilidade e o custo reduzido não tem só motivado a participação de livrarias online, como também impulsionando criações de lojas de livros virtuais.
Neste segmento já encontramos a Amazon, que além de comercializar mais de 88 mil títulos para para seu leitor eletronico Kindle, já anuncia livros digitais compatíveis para outros tables, incluindo o iPad da Apple. Por falar em Apple, temos também a iBookstore que disponibiliza vários títulos mundialmente famosos.
E o Google?! Pois é. Para confrontar as grandes empresas no domínio no mercado de e-books, nessa semana o Google lança a maior livraria digital na internet, o “Google ebookstore”, com mais de 3 milhões de títulos em seu catálogo.
Uma entrada considerada tardia para alguns, traz algumas novidades: a possibilidade do usuário ter acesso sem a necessidade de armazenar no seu aparelho, mas sim através de sua conta Google, por meio de qualquer dispositivo. Ou seja, a tecnologia das nuvens está entrando no mundo dos livros.
Para não ficar atrás do Google, a gigante Amazon anuncia a expansão do Kindle for Web oferecendo para compra, livros que até então eram disponíveis em pequenos trechos ou capítulos para leitura, se tornando assim o principal concorrente do Google nessa empreitada.
Ainda que livros digitais não substituam o prazer de se folhear um livro, ao que tudo indica, o mercado de ebooks dá um grande salto com a chegada do Google nessa disputa acirrada, trazendo mais opções para usuários e abrindo espaço para gerar mais adeptos.
Quem sabe assim, a evolução no mercado de ebooks, possa trazer mais cultura e aprimoramento do ensino no País. Já que dos 65 países analisados pelo Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), o Brasil ocupa o 54º lugar na qualidade de ensino. Temos que seguir rumo à inclusão digital e a melhoria da educação.
